segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mas ainda assim, inventei você...

Inventei os homens de ruas, que são moradores sem água e que passam fome, tomam chuva, que dormem em cima das saídas de ar do metrô CONSOLAÇÃO...

Lamentam-se quando andam e são fugidos pelos estrangeiros e seguidos pelo rapa!.
E não sabem o que fazer a não ser andarem, sendo perfeitos andarilhos e perfeitos homens sem banho e descalsos.

Invento todos os dias o meu dia de cada dia.
Invento o meu acordar e o meu dormir. E a minha desculpa para Deus de algo que fiz errado e que realmente me arrependo, mas que nunca me controlo.

Invento que confio em alguém e sorrio pra essa pessoa, e faço dela uma marionete.

Invento que sou uma pessoa fudida. Quase um super saiajin, sendo que não passo de uma bactéria sem defesas.

Invento e reenvento até um dia que inventaram que eu morri. E dai eu terei que ficar quietinho, escondidinho... Talvez pensando em inventar que nasci de novo, que saí do lugar coberto de terra... Que reencarnei.

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